Diogo Alexandre – convida João Pedro Brandão
04 set 2026 – 19h
reservas: hot@hotelier.com.pt


Diogo Q. Alexandre | SUNK
Um instrumento híbrido, uma bateria acústica fundida com live electronics e junk percussionamplificada por microfones de contacto. Um tacho de cozinha transforma-se num gongo de 50 polegadas; objetos do quotidiano ganham dimensões sonoras enormes, como se os ouvidos estivessem dentro dos instrumentos. Após o aclamado Pipe Tree (jazz.pt, um dos melhores álbuns de 2022), Diogo Q. Alexandre apresenta o seu primeiro projeto a solo:imprevisível, íntimo e meticuloso. Ritmo, gesto e improvisação geram uma luta de pugilistas entre o humano e a máquina em tempo real — e, numa altura em que a tecnologia é colocada ao serviço do controlo, da opressão e do lucro corporativo, SUNK torna-a num veículo de resistência, consciência e lucidez coletiva.
Diogo tem vindo a solidificar a sua carreira entre a Bélgica e Portugal, apresentando-se neste projeto como líder pela segunda vez. Após Pipe Tree, considerado um dos melhores álbuns de 2022 pela jazz.pt; este projeto SOLO é a sua próxima etapa. Desta vez num formato cru, vulnerável e despido, é o resultado de uma pesquisa incessante para desenvolver um instrumento que se alinhe com a sua visão.
No cerne da performance está um instrumento híbrido que funde a bateria acústica com live-electronics e junk percussion, amplificado com microfones de contacto. O timbre e a captação criam a ilusão de um microscópio sonoro: o conteúdo espectral de objetos do quotidiano é trazido para primeiro plano. Como se os nossos ouvidos fossem colocados dentro dos instrumentos. Se o som dita o peso da performance, é o ritmo que lhe serve de motor. Gera-se uma luta de pugilistas entre o humano e o sistema, exigindo uma adaptação contínua em tempo real onde o som é processado e devolvido sob a forma de polirritmia e glitch latente. A eletrónica recusa-se a cingir-se a meros efeitos sonoros; é uma ferramenta composicional ativa que se interliga à improvisação. Numa era em que a tecnologia é colocada ao serviço do controlo e da homogeneização, esta performance a solo expõe-na ao serviço da vulnerabilidade humana, da intimidade e da consciência coletiva.
A máquina transforma-se num veículo de expressão e, usada nestes termos, num símbolo de resistência.
Convidado: João Pedro Brandão
saxofonista, flautista, compositor, improvisador, é um dos principais impulsionadores da música improvisada
no Porto, tendo fundado a Porta-Jazz a qual dirige desde a sua génese.
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Diego Q. Alexandre | SUNK
A hybrid instrument: an acoustic drum kit fused with live electronics and “junk percussion” amplified by contact microphones. A kitchen pot transforms into a 50-inch gong; everyday objects take on massive sonic dimensions, as if the listener’s ears were inside the instruments themselves. Following the acclaimed Pipe Tree (cited by jazz.pt as one of the best albums of 2022), Diogo Q. Alexandre presents his first solo project—unpredictable, intimate, and meticulous. Rhythm, gesture, and improvisation spark a boxing match between human and machine in real time; at a moment when technology is harnessed for control, oppression, and corporate profit, SUNK transforms it into a vehicle for resistance, awareness, and collective clarity.
Diego has been solidifying his career between Belgium and Portugal, appearing here as a bandleader for the second time. Following Pipe Tree—hailed by jazz.pt as one of the best albums of 2022—this solo project marks his next step. Presented in a raw, vulnerable, and stripped-down format, it is the result of an unrelenting quest to develop an instrument that aligns with his vision.
At the heart of the performance lies a hybrid instrument fusing acoustic drums with live electronics and “junk percussion,” all amplified via contact microphones. The timbre and pickup techniques create the illusion of an acoustic microscope, bringing the spectral content of everyday objects to the foreground—as if our ears were placed inside the instruments themselves. While sound dictates the performance’s weight, rhythm serves as its engine. A pugilistic struggle unfolds between the human and the system, demanding continuous, real-time adaptation as sound is processed and returned in the form of polyrhythms and latent glitches. The electronics refuse to remain mere sound effects; they act as an active compositional tool intertwined with improvisation. In an era where technology is often harnessed for control and homogenization, this solo performance places it at the service of human vulnerability, intimacy, and collective consciousness.
The machine transforms into a vehicle for expression and—used in this context—a symbol of resistance.
Invites: João Pedro Brandão
A saxophonist, flautist, composer, and improviser, he is a leading figure in the improvised music scene in Porto, having founded Porta-Jazz, an organization he has directed since its inception.
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Donativo para os músicos – 5 a 10 euros.
Para quem quiser, há jantar (vegano) – 7,50 euros.
Lotação limitada. Reserva aconselhada.
Os concertos no hotelier são promovidos pelos próprios artistas para divulgação do seu trabalho.
Os donativos na sua totalidade, são a única retribuição, pelo que se agradece a generosidade
de quem possa e queira dar um pouco mais.
Donation to musician – 5 to 10 euros.
Anyone who wants to stay for dinner (vegan) – 7,50 euros.
Limited seating. Reservation advised.
Concerts at the hotelier are promoted by the artists themselves to show their work.
Donations are the only retribution, so we are grateful for the generosity of those who
can and want to give a little more.
reservas: hot@hotelier.com.pt
